Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Reflexão sobre o Potencial Económico

Com o final deste primeiro período deparamo-nos com um volume de elementos sobre a cidade de Almada que antes não dispúnhamos. Num dos posts anteriores podem observar uma primeira recolha realizada pelo nosso grupo, na qual não aprofundamos demasiado o espírito crítico, mas pelo contrário limitamo-nos a trabalhar os dados analíticos que dispúnhamos e que recolhemos de diversas formas (Jornais; Internet; Trabalho de Campo). Com o final deste 1º Período surge então a possibilidade de fazer um balanço do trabalho realizado nos vários domínios. Hoje será então o dia de vos dar uma análise crítica mediante os dados analíticos que foram recolhidos como também das reflexões que o nosso grupo realizou ao longo deste trimestre transacto. Sendo assim o tema de hoje é o “Potencial Económico – Reflexão”.

Quando nos referimos ao potencial económico da cidade de Almada penso que deveríamos ter em consideração o seu carácter temporal, ou seja: Passado, Presente e Futuro. Quero com isto dizer que se deu uma evolução desde há alguns anos atrás que deve ser tomada em consideração tanto para uma avaliação do presente como para uma perspectiva de um futuro. A situação geográfica que Almada detém contribui largamente para a análise do seu potencial.

No ano de 1966, com a abertura da Ponte 25 de Abril, (na altura Ponte Salazar), a cidade de Almada inicia um período de crescimento que tem sido visível até aos dias de hoje. Tal como vos referi acima é importante situar este marco de grande crescimento e saber também interpreta-lo. Na minha opinião com a abertura desta grande acessibilidade a Cidade de Almada pode então ter uma ligação mais rápida com a capital portuguesa, beneficiando assim da atractividade que dispunha para que cada vez mais população viesse habitar.

Passando agora para uma visão mais actual e como foi referido no post de dia 26 de Novembro, Almada tem grande parte do emprego situado no sector do comércio e dos serviços. Com a abertura de uma grande superfície comercial no ano 2002, o “Almada Fórum” atrai anualmente 18 milhões de visitantes e marca-se como um importante eixo de desenvolvimento e empregabilidade. Porém a construção destes grandes centros comerciais destrói por completo a capacidade competitiva do comércio tradicional. O centro de Almada, que até então era um local de que se encontrava atractivo e onde a os habitantes encontravam sempre um brilho natural e o convívio com um comércio de maior proximidade daquele que é praticado pelos grandes centros de distribuição. Infelizmente o Comércio Tradicional foi afectado pela abertura do grande hipermercado e está a sofrer graves problemas financeiros. Um maior número de lojas encontra-se encerrado e há cada vez menos pessoas a fazer compras nestas lojas. É de facto um problema que o Município de Almada tem de ter em atenção, pois a quase extinção de um comércio tradicional causa vários problemas ao centro das cidades.

Almada beneficia também das boas acessibilidades à Cidade de Lisboa o que contribui para que muitas pessoas venham aqui habitar potencializando assim a economia da região de Almada. Como tal existe todo um conjunto de população pertencente à classe média que contribui como um valor acrescentado de capital humano existente potencializando assim uma fonte sempre necessária que as empresas necessitam para aqui se estabelecerem.

Como o referido acima temos também de ter em consideração os futuros projectos que estão a ser desenvolvidos pela Cidade de Almada como é o caso do Metro Sul do Tejo e do projecto Almada Nascente – Cidade da Água. O metro é um novo eixo de acessibilidade que se pensa irá dinamizar o comércio tradicional que tão fragilizado se encontra. Por outro lado o projecto “Almada Nascente – Cidade da Água” irá criar 14 mil novos empregos na região aumentado assim o seu índice de dependência da cidade de Lisboa em relação à oferta de emprego. Estes são os projectos futuros que terão lugar na nossa cidade e nos quais depositamos as nossas esperanças para um crescimento sustentável.

Reflexão feita por: Francisco Fernandes

Organização do Trabalho:
Publicado por almadaumavisaoparaofuturo às 22:05
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